domingo, 6 de novembro de 2016

                                           Caruru

              

Tradição: "Na festa de São Cosme e São Damião, quando o caruru é de promessa, costuma-se colocar sete quiabos inteiros. O convidado que tiver no seu prato, ao acaso, um desses quiabos, fica na obrigação de oferecer ao santo outro caruru."

 Origem: Segundo Guilherme Piso, que viveu em Pernambuco (1638-1644), o "caruru" é de origem indígena, e designava uma erva de uso medicinal e alimentício. No relato, em seu Historia Naturais Brasileia, o médico do conde Maurício de Nassau informa que "come-se este bredo (caruru) como legume e cozinha-se em lugar de espinafre...". Outro relato, em 1820, na Amazônia, por Von Martins, cita o "caruru-Açu", durante uma refeição com os nativos, próximo ao rio Madeira, quando experimentou "um manjar de castanhas socadas com uma erva parecida com o espinafre..." Durante sua visita à África, em 1957, o Padre Vicente Ferreira Pires chamou de "caruru de galinha" a refeição em Daomê, revelando que o caruru já possuía influência afro, pelo uso do dendê, palmeira de origem africana. Originalmente, o caruru brasileiro era um refogado de ervas que servia para acompanhar outro prato (carne ou peixe). Mais africano que indígena, o caruru é feito com o quiabo, a pimenta-malagueta, camarão seco e dendê.

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